Como escolas públicas brasileiras oferecem educação de qualidade a alunos de baixo nível socioeconômico

Excelência com Equidade

Excelência com Equidade é garantir que todos e cada um dos alunos matriculados na Educação Básica tenham um aprendizado de qualidade.

O objetivo desta série de estudos é identificar escolas públicas que conseguem alcançar bons resultados de aprendizagem atendendo a alunos de baixo nível socioeconômico e mostrar como elas fazem isso.

A série conta com dois estudos: um voltado para os anos iniciais do Ensino Fundamental e outro para os anos finais.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

whatsapp-01O primeiro estudo da série, realizado em 2013, procurou escolas públicas dos anos iniciais do Ensino Fundamental que atendessem a alunos de baixo nível socioeconômico e tivessem altos índices de aprendizagem.

Foram encontradas 215 escolas em todo o Brasil. Destas escolas, seis foram visitas para identificar as práticas que fazem com que elas tenham esse sucesso.

Faça o download do estudo, assista aos vídeos e leia os artigos acadêmicos sobre os estudos quali e quantitativos:

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4 práticas adotadas pelas escolas:

Criar um fluxo aberto e transparente de comunicação

"Uma ação importante foi deixar claro quais eram as metas a serem alcançadas. A educação no Brasil sempre foi muito subjetiva e nós aqui tentamos transformar a subjetividade em algo objetivo. Temos metas claras e todas elas são voltadas para a aprendizagem das crianças. E esse é o nosso foco." – Secretário de Educação

Acompanhar de perto - e continuamente - o aprendizado dos alunos

Ao longo de todo o ano, professores, coordenadores e diretores são capazes de identificar os conteúdos que cada aluno já domina e os conteúdos que esse aluno ainda precisa melhorar. O acompanhamento do aprendizado é algo contínuo e consistente, que se faz diariamente - e não apenas em provas periódicas que acontecem no final de determinados períodos.

Usar dados sobre o aprendizado para embasar ações pedagógicas

"Quando é feita uma avaliação, essas são corrigidas e comentadas em sala de aula. A gente analisa, fala com o aluno, procura saber qual é o motivo para resolver as dificuldades. O nosso trabalho é todo dia, é corpo a corpo, uma dedicação diária." – Professor

Fazer da escola um lugar agradável e propício ao aprendizado

As escolas se preocupam em ser um ambiente de convivência prazeroso para os alunos, com todos os profissionais demonstrando grande sensibilidade com as crianças, atentos ao contexto em que elas estão inseridas e buscando atender suas necessidades. Nas escolas também existem estímulos adicionais para os alunos como práticas esportivas, leitura, festas e apresentações estudantis.

4 estratégias para garantir o sucesso na implantação de mudanças:

Criar um fluxo aberto e transparente de comunicação

"Antes de trabalhar nessa escola, eu lecionava em uma primeira série com 50 alunos. Tinha uma supervisora que vinha uma vez por mês, sentava no fundo da sala e só anotava o que eu fazia de errado. Não me falava o que eu fazia de errado. Não me falava o que eu fazia de certo. Só passava depois pra Secretaria de Educação, que me chamava e falava: ‘Olha você está fazendo isso errado’. E não me diziam como eu tinha que fazer. Aí eu não quis ficar. Falei: ‘Se for assim a educação, eu não quero’." – Professor

Respeitar a experiência do professor e apoiá-lo em seu trabalho

Foi crucial reconhecer que os professores possuem conhecimentos relevantes sobre seus alunos e turmas e que a experiência deles em sala de aula pode agregar ao planejamento das ações pedagógicas.

Enfrentar resistências com o apoio de grupos comprometidos

O que a experiência dessas escolas mostra é que algumas poucas pessoas comprometidas com o projeto são capazes de multiplicar as ideias e puxar o grupo na direção das mudanças. Um papel importante dos gestores que propõem mudanças inovadores é identificar essas pessoas dentro da rede ou da própria escola.

Ganhar o apoio de atores de fora da escola

“Aqui, eu não tenho vigia, eu saio da escola, tranco e volto e ela está inteirinha. Quem olha a escola para mim é a comunidade, são os vizinhos. Isso foi uma parceria que eu conquistei. Essa foi uma escola muito invadida, pichada e chegou a um ponto que eu já não aguentava mais pintar a parede. Então, eu comecei a chamar a comunidade. A primeira reunião eu fiz na quadra e teve um grupo grande. Eu falei: ‘Gente, precisamos dar uma virada.’” - Diretor

Anos Finais do Ensino Fundamental

whatsapp-01Em 2015, foram estudadas escolas dos anos finais. Apenas três em todo o Brasil passaram por um primeiro teste de seleção, baseado em apenas um critério indicativo de excelência, ter 70% dos alunos com aprendizado adequado em Português e Matemática.

Foi necessário desenhar dez critérios aplicados com diferentes níveis de exigência, dependendo da proficiência dos alunos no 6º ano do ensino fundamental. Do total de 35 escolas selecionadas, 12 foram visitadas.

Faça o download do estudo, do resumo e da apresentação:

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 Principais achados

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Práticas de Excelência na prática

Com o objetivo de ajudar a disseminar as práticas das escolas pesquisadas, lançamos em parceria com a Nova Escola, um portal com os passo a passos de algumas das escolas do estudo.

 O portal permite o download de fichas que ilustram as práticas dos educadores e imprimi-las para usar no dia a dia. Ainda é possível se inscrever para ser avisado quando novas forem lançadas. Já estão disponíveis três fichas para professores, diretores de escola e técnicos de secretaria.

Práticas de Excelência

Revista Superinteressante

Quatro escolas públicas, pobres e excelentes

A Revista Superinteressante fez uma série especial de reportagens, em texto e vídeo, sobre quatro escolas que participaram do estudo Excelência com Equidade - Os desafios dos anos finais do Ensino Fundamental. Assista ao trailer e confira a série inteira neste link.

 

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