O que você fez hoje para melhorar a educação no Brasil? E ontem? E este ano?

Se você consegue pensar em várias respostas, estamos juntos! Aqui na Fundação Lemann, todos os dias, nosso time trabalha com foco e muito compromisso para ajudar a garantir uma educação de excelência para todos os alunos do Brasil.

Somamos nosso esforço ao de milhões de professores, diretores, profissionais da educação, pais, gestores públicos, AmarelinhaEscola

pesquisadores e organizações da sociedade civil que, Brasil afora, dedicam sua energia e suas vidas a essa causa.

Mas se a educação ainda não está no seu foco de atuação – ou no foco de suas preocupações – hoje, Dia da Educação, é um ótimo momento para conversarmos sobre por que é tão importante que todos os brasileiros estejam atentos e, de alguma maneira, se envolvam com o tema.

Atualmente no país 8 em cada 10 alunos chegam ao final do 9º ano sem aprender matemática no nível esperado. Ao final do 3º ano, 22% dos alunos ainda não estão plenamente alfabetizados. Quase 2 milhões de jovens de 14 a 17 anos estão fora da escola. Na comparação internacional, os alunos brasileiros de 15 anos estão na 63ª posição em relação ao desempenho em ciências no PISA, que é feito em 70 países.

É triste que a repetição dessas estatísticas tire um pouco do nosso espanto com essa realidade. Estes são números que deveriam chocar e mobilizar a todos nós para pensarmos e trabalharmos por soluções. São números que deveriam ser suficientes para colocar a melhoria da educação como agenda prioritária para o país (ela ainda não é!).

Por trás de cada um desses dados, estão crianças e adolescentes que têm seu futuro comprometido pelo nosso    sistema educacional. Sem oportunidades iguais na escola, milhões de brasileiros chegam à idade adulta seguindo a trajetória possível pra eles – e não uma trajetória escolhida, sonhada e desejada.

CamisEscolaCamila Pereira, diretora da Fundação Lemann, com um aluno do CMEI Salete Aparecida Laude, em Novo Horizonte, após a emocionante apresentação de teatro da escola.

Nós acreditamos muito que a construção de um Brasil justo e avançado depende de virarmos esse jogo. Queremos um  país onde todos possam desenvolver seu potencial para que, a partir daí, possam fazer escolhas e ter um impacto  positivo no mundo. Ao perseguir esse objetivo, no nosso trabalho diário, apostamos em três frentes principais:

✓ parceria com gestores públicos para ajudar a construir políticas educacionais que foquem na aprendizagem de todos os alunos;

✓ parceria com secretarias municipais e estaduais de educação para apoiar professores e diretores na implementação dessas políticas na ponta;

✓ parceria com escolas públicas e empreendedores para que a tecnologia consiga facilitar cada vez mais o trabalho em sala de aula e ajude a dar escala a boas práticas.

Tão importante quanto “o quê” fazer pra mudar a educação brasileira é “como fazer”. A palavra parceria não aparece três vezes à toa. A educação só vai mudar se os diferentes atores que estão trabalhando por ela conseguirem dialogar e tiverem abertura para aprender uns com os outros e somar esforços.

Soluções “de cima pra baixo”, que ignorem os verdadeiros desafios e a enorme diversidade das escolas públicas na ponta, também não vão trazer as mudanças que desejamos. Na Fundação Lemann, temos aprendido muito conversando diariamente com professores e alunos de todo o país, visitando semanalmente escolas e secretarias de educação nas cinco regiões do Brasil.

DenisEscolaDenis Mizne, diretor-executivo da Fundação Lemann, com alunos de Sobral (CE)

Nessas oportunidades, conhecemos profissionais incríveis e vemos muita coisa boa acontecendo. Existem, sim, escolas públicas que, mesmo ainda enfrentando muitas dificuldades, estão conseguindo garantir uma educação de excelência para todos e cada um dos alunos. São experiências que nos animam muito e que reforçam a certeza de que, quando isso acontece, a educação cumpre seu papel mais importante: o de transformar vidas.

O desafio hoje é como dar escala para essas experiências e transformar isso na regra e não nas exceções. É um desafio enorme e complexo, que vai exigir a mobilização, o interesse e a energia de todos nós.

E você? O que você vai fazer amanhã pra melhorar a educação no Brasil?

 

Por Camila Pereira, Denis Mizne e Flavia Goulart - diretores da Fundação Lemann

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